Autismo é um termo geral usado para descrever um grupo de transtornos de desenvolvimento do cérebro, conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA).

 

É um distúrbio com diferentes níveis de comprometimento (por isso e denominação "espectro"), e, apesar de os sinais do transtorno variarem, há três comprometimentos que são considerados mais comuns.

 

O primeiro é na interação social, ou seja, no modo de se relacionar com outras crianças, adultos ou com o meio ambiente. O segundo sintoma é a dificuldade na comunicação: há crianças que não desenvolvem a fala e outras que têm ecolalia (fala repetitiva). O terceiro sinal é a questão comportamental: as ações podem ser estereotipadas e repetitivas. Qualquer mudança na rotina passa a ser incômoda para a criança.

Além desses sinais, há outros que podem se manifestar em algumas pessoas com o espectro autista: surtos nervosos, hiper ou hiposensibilidade, deficiência intelectual, interesses restritos, e outros.

Diagnóstico

O diagnóstico não é simples, porque não há um exame específico que indique o transtorno – a avaliação deve ser clínica e feita por uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogo, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e médico psiquiatra ou neurologista.

Alguns indicativos desde bebê podem servir como alerta, como a criança ficar parada no berço, sem reagir aos estímulos, e evitar o contato visual. Está sempre irritada, não interage com o meio ambiente. É comum que crianças autistas se interessem apenas por uma parte do brinquedo - elas podem ficar girando a roda de um carrinho por um tempo prolongado, em vez de arrastá-lo.

Há casos, ainda, em que há regressão: a criança se desenvolve bem até 1 ano e meio. Depois dessa idade, para de sorrir ou de se comunicar, por exemplo.

Tratamento

 

Não há um medicamento específico para o autismo. A criança deve ser acompanhada por fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo, pedagogo, além de outros profissionais em casos específicos.

A equipe multidisciplinar decidirá qual o acompanhamento pedagógico e terapêutico mais indicado.

Casos mais graves devem ser acompanhados por um psiquiatra ou neurologista.

Causa e cura


A causa do autismo ainda é estudada pelos cientistas. Muitos genes que indicam o transtorno já foram identificados – mas ainda não podem ser detectados por exames que façam o diagnóstico. O que se sabe é que há influências genéticas e ambientais.

Infecções pós-parto, tumores, causas endocrinológicas e metabólicas já foram associadas à causa do autismo – mas ainda são especulações.

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